domingo, 6 de janeiro de 2013

Um texto do Caio F. de Abreu acompanhado de algumas palavras minhas



Eu queria te contar que não dói mais. Só que agora não importa tanto o que você vai pensar sobre isso. Queria que você soubesse que já vi nossos filmes milhares de vezes e nem chorei. Ok, chorei. Mas pelo filme, e não por você. Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas, e que as ouço quase todos os dias. Porque elas me faziam mais falta do que você fez. Os nossos lugares não são mais nossos. Eu já voltei lá com outras pessoas, e escrevi lá outras histórias… E você não pergunta essas coisas, mas sei que gostaria de saber. Porque te conheço. E isso não mudou. Do mesmo jeito que adivinhei as coisas ruins que você aprontaria, eu sei as coisas boas que ficaram aí em você e te fazem lembrar de mim. Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade.
(Caio Fernando Abreu)
 Não que ele queira saber, mas eu apenas queria que ele soubesse!
 E agora estou sendo vencida pelo cansaço, deitar-me-ei em meu leito e deixarei aqueles mesmos pesadelos embalarem durante a noite...


(Obs: Esse texto já deveria ter sido postado há muito tempo, tanto tempo que nem me lembro mais dos prováveis momentos sombrios pelos quais passei quando o escrevi.)


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